quarta-feira, 6 de março de 2013

A VEZ DO SUBÚRBIO

A vez do subúrbio
Repercussão da novela "Avenida Brasil" tira foco de bairros de elite, como o Leblon, e faz da periferia carioca referência em usos e costumes, da moda à músicaFABIO BRISOLLA
DO RIO
A vendedora dá um sorriso irônico antes de indicar o artigo mais vendido da Zecabiju, uma das dezenas de lojas de acessórios do Saara, o movimentado mercado popular do centro do Rio.
"O brinco da Suelen, claro. Eu nem precisava falar, né?"
O adereço é uma longa tira dourada usada na orelha direita pela personagem interpretada pela atriz Ísis Valverde em "Avenida Brasil".
Suelen é uma das moradoras do Divino, fictício bairro do subúrbio carioca que dita o tom popular de figurinos, trilha sonora e diálogos no horário nobre da TV Globo.
Criado pelo autor João Emanuel Carneiro, o Divino inverteu a ordem estabelecida na teledramaturgia da emissora.
Sempre ambientada em bairros habitados pelas classe A e B, principalmente do Rio e de São Paulo, a trama principal da novela desta vez ficou concentrada nas ações dos personagens com origem nas classes C e D.
Dos 41 tipos em cena nos últimos capítulos, só nove pertencem ao núcleo da zona sul, região mais valorizada do mercado imobiliário do Rio.
"A imagem do morador que sonha em sair do subúrbio é muito cristalizada. Nossa ideia foi fugir disso e criar um subúrbio gostoso e alegre, onde exista prosperidade", explica o diretor de núcleo Ricardo Waddington, coordenador da novela.
Avenida Brasil obteve até semana passada média de 38 pontos de audiência, segundo a medição do Ibope (cada ponto equivale a 60 mil domicílios na Grande São Paulo). Durante a novela, 65% das TVs ligadas permaneceram sintonizadas na Globo.
NOVOS PROTAGONISTAS
Com a repercussão, uma safra de personagens alcançou visibilidade antes restrita aos protagonistas de histórias ambientadas no Leblon ou nos Jardins.
De camiseta regata e óculos escuros na cabeça, Leleco costuma pontuar frases com risadas escancaradas.
O ator Marcos Caruso, intérprete do personagem fanfarrão, identifica uma mudança no tratamento dado ao subúrbio em novelas. "A perspectiva é outra. Não queremos criticar o subúrbio, criar bordões que destacam a forma de falar de um personagem. A ideia é espelhar o estilo de vida daquelas pessoas, mas sem estigmatizar."
No início do ano, Caruso morou por dois meses no Santíssimo, bairro da zona norte do Rio. Passou a usar van e metrô, andou pela vizinhança, jogou conversa fora em boteco e começou a descobrir o vocabulário que seria adotado por Leleco, pai do jogador Tufão, personagem de Murilo Benício na trama.
Com o texto em mãos, Caruso passou a inserir algumas expressões, como "rapá" ou "tá entendendo?".
Já atriz Fabiula Nascimento eliminou os plurais do texto original da cabeleireira Olenka. Assim como alterou a pronúncia de algumas palavras. Trocou, por exemplo, "mostrar" por "amostrar". Em suas falas evita, no entanto, dar ênfase aos deslizes de português da personagem.
"A intenção não é destacar que ela fala errado, mas reproduzir um dialeto de uma comunidade", diz Fabiula, que ficou espantada com o interesse do público pelas roupas e acessórios usados por sua personagem.
"Sou a campeã do batom. Todo mundo quer saber qual é a marca usada pela Olenka", diz a atriz, aos risos.
Figurinista da novela, Marie Salles fez sua pesquisa de campo nos bairros de Bangu e Madureira, ambos na zona norte carioca. Além disso, buscou referências nos trajes de celebridades como estrelas da música pop e jogadores de futebol.
Na semana passada, ao andar pelo comércio do Saara, ela passou por lojas que estampavam na vitrine a referência "calça da Suelen" para atrair os compradores.
Divisão responsável pelo licenciamento de produtos da emissora, a Globo Marcas comercializa seis linhas de produtos associados à marca Avenida Brasil, que somam mais de 50 itens distintos.
"Agora o que virou moda foi a roupa do personagem do subúrbio", constata Marie.
SOM DO POVO
No caso da trilha sonora, o tom popular também predominou no repertório. Entre os hits estão músicas como "Assim Você Mata o Papai", o tema de Leleco, do grupo de pagode Sorriso Maroto.
Com mais de 80 músicas em novelas da Globo, o compositor Michael Sullivan aponta a mudança sonora no horário nobre: "A novela das nove puxa para uma MPB mais clássica. Ficou mais popular, mas a seleção feita está de acordo com a história. É o som do povo."
O antropólogo Everardo Rocha, professor da PUC-Rio, considera uma boa notícia o destaque dado ao subúrbio e identifica uma coincidência em "Avenida Brasil".
"A classe C está sendo tratada de forma mais carinhosa na televisão justamente em um momento de ascendência econômica deste grupo. Isso é uma novidade no mercado brasileiro", diz Rocha.
O diretor Ricardo Waddington ressalta que a única preocupação da equipe de criação foi oferecer um bom entretenimento para a audiência do país. "O fato de a novela retratar o subúrbio não significa que ela seja para a classe C. É para todo mundo. Acredito que 'Avenida Brasil' já se impôs desta forma."

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/60250-a-vez-do-suburbio.shtml

SÃO JORGE EM PORTUGAL, NO BRASIL E COM A NOVELA


'São Jorge está na moda' 
São Jorge sempre esteve na moda, e agora, com a novela Salve Jorge, está ainda mais em alta. Objetos de decoração, roupas e acessórios para homens e mulheres estão cada vez mais massificados e proliferados pelas ruas. No Rio de Janeiro isso ganha uma força extra já que São Sebastião padroeiro do Rio de Janeiro tem dividido as atenções dos cariocas com o coleguinha celestial.

HISTÓRIA
Dia 23 de abril é dia de São Jorge. No Rio de Janeiro, esta data é celebrada com um feriado estadual através da lei nº 5.198, sancionada pelo governador Sérgio Cabral, em 2008. 'O dia de São Jorge é o dia de seu falecimento, 23 de Abril de 303, na Nicomédia. Seus restos mortais estão na Igreja de São Jorge, na Lídia, Israel.
De acordo com a lenda, São Jorge nasceu no ano 275, na Capadócia, hoje território da Turquia. Ingressou no exército romano e, aos 23 anos, se tornou tribuno militar na Nicomédia. Ao ver que o imperador Diocleciano perseguia e matava os cristãos, passou a defendê-los. Por este motivo, foi torturado e degolado' (GOULART, Michel).

LENDA

São Jorge é o padroeiro da Catalunha. Uma lenda regional diz que, após matar o dragão, ele deu à princesa uma rosa vermelha. Assim, no dia 23 de abril, especialmente em Barcelona, é comum que o homem dê à sua esposa ou namorada uma rosa vermelha.
De acordo com tradição que surgiu apenas em meados do século XII, São Jorge matou um dragão. O dragão simboliza a idolatria destruída com as armas da fé cristã. Diz a tradição que as manchas na lua representam o milagroso santo e sua espada pronto para defender aqueles que buscam sua ajuda.




A representação de São Jorge matando o dragão pode ter origem na mitologia nórdica, pela figura de Sigurd, o caçador de dragões. 


William Shakespeare nasceu e morreu no dia de São Jorge. Nasceu em 23 de abril de 1564 e morreu em 23 de abril de 1616.

EM PORTUGAL



Segundo JOSÉ J. X. SOBRAL, S. Jorge foi um dos santos mais venerados pelos Portugueses durante a Idade Média. A sua devoção poderá ter sido bastante influenciada pelos cruzados ingleses que auxiliaram D. Afonso Henriques na tomada de Lisboa em 1147.
Provavelmente foi também devido à influência inglesa - através das tropas do duque de Lencastre que se encontravam, então, na Península Ibérica - que a devoção a S. Jorge teve um grande incremento durante reinado de D. Fernando I. 
D. João I elege-o como protetor de Portugal na luta contra Castela, em substituição de Sant'Iago, que também era padroeiro dos castelhanos. Sant'Iago manteve-se como protetor dos Portugueses, mas  apenas na luta contra os infiéis.
Em 1387, S. Jorge é oficialmente declarado Santo Patrono de Portugal.
Manter-se-á como principal Santo Patrono da Nação até 1640, altura em que Portugal é colocado sob a proteção de Nossa Senhora da Conceição.
São Jorge há tempos é conhecido do Brasil e do mundo e sua bandeira era usada como proteção e conquistas nas gerras. 

Um dos principais distintivos atribuídos a S. Jorge é uma cruz firmada de vermelho, em campo branco. Esse distintivo foi colocado em brasões e bandeiras de países e cidades que adotaram o santo como patrono. 


A Inglaterra adotou a Bandeira, no século XII, para uso dos seus navios que navegavam no  Mediterrâneo, para mostrar que gozavam dos direitos e proteções dos navios de Génova, na altura uma grande potência marítima. O uso marítimo da bandeira, estendeu-se, depois a outros âmbitos, tornando-se, a Bandeira de S. Jorge, a bandeira nacional de Inglaterra. Barcelona, Pádua e outros estados devotos de S. Jorge, adotaram também a mesma bandeira.Tudo indica que a Bandeira de S. Jorge tenha sido  usada em Portugal, como uma espécie de segunda bandeira nacional, à semelhança do que acontecia em Inglaterra. Com a substituição de S. Jorge por Nossa Senhora da Conceição, como padroeira principal de Portugal, em 1640, deixou de haver, definitivamente, motivo para o uso da Bandeira de S. Jorge para representar a Nação.
Saiba mais no blog do autor: http://audaces.blogs.sapo.pt/3023.html


NO BRASIL


No Brasil, São Jorge também é padroeiro dos escoteiros, da cavalaria do exército, dos bombeiros e do Corinthians. Acredita-se que sua história de devoção e fidelidade ao cristianismo até o fim de sua vida seja a origem do termo “Fiel”, popular entre os torcedores e presente em várias agremiações corintianas.


As tatuagens associadas a este santo estão entre as mais populares no país. 

Na música nacional, São Jorge já foi homenageado em canções por Jorge Ben, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Fernanda Abreu, Racionais MC’s, Zeca Pagodinho e pela banda Angra.

NA NOVELA

Tá certo que antes da novela o santo já era muito popular, mas tendo como fundo de pano da novela do horário nobre, a moda São Jorge ganha visibilidade e notoriedade de todos os setores, artísticos ou não, e invade as ruas.


Tem São Jorge pra todos os gostos e preços...e fé...

(artigo ainda em construção)



Bibliografia:
GOULART, Michel. História Digital. Disponível em http://www.historiadigital.org/curiosidades/15-curiosidades-sobre-sao-jorge/
http://audaces.blogs.sapo.pt/3023.html

segunda-feira, 4 de março de 2013

BREVE HISTÓRIA ILUSTRADA DA HUMANIDADE

Pesquisando aqui e ali encontrei cinco páginas de ilustrações elaboradas pela AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons que tentam contar de forma resumida a história da humanidade.









JOANA VASCONCELOS, TRADIÇÃO E MODERNIDADE

Azulejos azuis. Croché e bordados. Figuras religiosas. Corações de Viana. Garrafões de vinho. Joana Vasconcelos soube demonstrar a portugalidade (e outras tantas coisas que não dizem respeito só aos portugueses) e expô-la ao mundo, sendo a artista portuguesa de maior relevo da sua geração.


Joana Vasconcelos é provavelmente a artista contemporânea portuguesa mais conhecida nos dias que correm. Nome incontornável da sua geração, tem um estilo próprio para se expressar: usando materiais diversos do quotidiano cria formas que nos são simultaneamente estranhas e familiares.
Vasconcelos nasceu em Paris em 1971 mas estudou, vive e trabalha em Lisboa. Em 2000 venceu o prémio EDP Novos Artistas e em 2006 o prémio "The Winner Takes It All". Expõe, regularmente, em Portugal e no estrangeiro, desde meados da década de 1990.
As suas peças são já bastante conhecidas, mas vale a pena recordar as mais emblemáticas:

 "Noiva" é um enorme candelabro composto de tampões OB

 "Coração Independente" são réplicas enormes das famosas jóias de Viana do Castelo, compostas por talheres de plástico moldados.

"Cinderela" é um sapato gigante composto por panelas.

"Contaminação" é um emaranhado de trapos com cores berrantes que se estende em vários metros de comprimento. 

Famosas são também as suas figuras de porcelana totalmente cobertas por croché.

É claro pela sua já recheada obra, que Joana Vasconcelos usa referências culturais, objetos quotidianos e materiais e técnicas populares. Cruzando tradição e modernidade, é das poucas artistas que conseguiu o difícil equilíbrio desta dicotomia mantendo-se fiel à essência do "ser português" e procurando na História e nos costumes lusitanos um complemento para o seu trabalho. 

ALGUMAS IMAGENS E VÍDEOS:






PROCESSO



Leia mais: http://obviousmag.org/archives/2010/04/joana_vasconcelos_tradicao_e_modernidade.html#ixzz2MaEGdOfM


Fado Tropical - Chico Buarque

INSPIRAÇÃO: ORIGENS LUSITANAS
Fado Tropical
Chico Buarque



Oh, musa do meu fado,
Oh, minha mãe gentil,
Te deixo consternado
No primeiro abril,

Mas não sê tão ingrata!
Não esquece quem te amou
E em tua densa mata
Se perdeu e se encontrou.
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal:
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal!

"Sabe, no fundo eu sou um sentimental. Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dosagem de lirismo ( além da sífilis, é claro). Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar, o meu coração fecha os olhos e sinceramente chora..."

Com avencas na caatinga,
Alecrins no canavial,
Licores na moringa:
Um vinho tropical.
E a linda mulata
Com rendas do alentejo
De quem numa bravata
Arrebata um beijo...
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal:
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal!

"Meu coração tem um sereno jeito
E as minhas mãos o golpe duro e presto,
De tal maneira que, depois de feito,
Desencontrado, eu mesmo me contesto.

Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intenção e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito,
Me assombra a súbita impressão de incesto.

Quando me encontro no calor da luta
Ostento a aguda empunhadora à proa,
Mas meu peito se desabotoa.

E se a sentença se anuncia bruta
Mais que depressa a mão cega executa,
Pois que senão o coração perdoa".

Guitarras e sanfonas,
Jasmins, coqueiros, fontes,
Sardinhas, mandioca
Num suave azulejo
E o rio Amazonas
Que corre trás-os-montes
E numa pororoca
Deságua no Tejo...
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal:
Ainda vai tornar-se um império colonial!
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal:
Ainda vai tornar-se um império colonial!

RETRATOS NA ERA DA PINTURA DIGITAL

sábado, 19 de maio de 2012

Como pesquisar e Escrever?

Para uma boa pesquisa precisamos de fontes confiáveis, então uma ótima opção é o Google Acadêmico, que além de livros, possui artigos e teses publicados.




para que serve uma referência bibliográfica?

Uma referência bibliográfica cumpre quatro funções essenciais:

a) Reconhece o mérito do autor do texto consultado. Trata-se, acima de tudo, de uma questão de honestidade intelectual e, frequentemente, de uma responsabilidade deontológica pautada pela não apropriação indevida do trabalho dos outros. A utilização de fontes bibliográficas é, supostamente, reveladora de uma atitude intelectual prudente de quem reconhece não estar a "descobrir a pólvora". Quando não se cita pode-se inadvertidamente estar a plagiar outros autores. A alínea a) do nº 76 do Código dos Direitos de Autor (Lei 45/85 de 17 de Setembro) diz explicitamente que a utilização livre de publicações deve ser acompanhada “Da indicação, sempre que possível, do nome do autor e do editor, do título da obra e demais circunstâncias que os identifiquem”. O ponto 2 do mesmo artigo refere que “As obras reproduzidas ou citadas não se devem confundir com a obra de quem as utilize, nem a reprodução ou citação podem ser tão extensas que prejudiquem o interesse por aquelas obras”.

b) Confere maior credibilidade àquilo que o autor escreve, pois denota a sua preocupação em consultar o trabalho daqueles que escreveram sobre o mesmo tema. Sempre que se trata da utilização de uma fonte reconhecida, vista como uma autoridade nesse campo, reforça essa mesma credibilidade. Para quem lê, a citação permite identificar as ideias e informações da autoria de quem escreve e aquelas que são retiradas ou inspiradas em outras fontes.

c) Permite a quem lê localizar, confirmar e explorar a fonte de onde foi extraída a informação.

d) Funciona como espécie de "memória auxiliar" para o autor, permitindo-lhe o seu uso posterior.
Citações no corpo do texto
O modelo base de citações no corpo do texto inclui o último nome do(s) autor(es) e o ano de publicação. Além disso, sempre que se faz uma citação directa do trabalho ou se faz referência a uma passagem específica desse trabalho deve acrescentar-se o número das páginas.
a) Se o nome do autor aparece no texto, deve ser seguido do ano de publicação entre parêntesis.
Exemplo: Como refere Boaventura de Sousa Santos (1995), o Estado português caracteriza-se...
b) Se o nome do autor não aparece no texto, deve ser referenciado a partir do seu último nome, seguido de vírgula, espaço e do ano de publicação entre parêntesis.
Exemplo: A experiência turística converteu-se num factor de transgressão das normas sociais (Fortuna, 1995).
c) Se a citação corresponde a uma transcrição ou a uma reprodução quase fiel do texto do autor citado, deve indicar-se o número da(s) página(s) citada(s) imediatamente a seguir ao ano de publicação, ao qual se seguem - antes da indicação da(s) página(s) - dois pontos e um espaço.
Exemplo 1: Hespanha (2002: 35)
Exemplo 2: Nunes (2001: 43-44)
d) Se o texto for uma co-autoria de vários autores deve citar-se da seguinte maneira:
Exemplo para dois autores: (Baganha e Góis, 2001)
Exemplo para três autores: (Estanque, Ferreira e Costa, 2002)
Exemplo para mais de três autores: (Mendes et al., 1998)
Nota: A expressão et al. tem de aparecer obrigatoriamente em itálico. Nas referências bibliográficas que encerram o trabalho a expressão et al. pode ser substituída pelos nomes dos autores a que se refere.
e) Transcrições ou reproduções fiéis incluídas no texto têm obrigatoriamente de ser colocadas entre aspas, com a referência à(s) página(s) donde foi (foram) retirada(s).
Exemplo 1: "O património histórico das nossas cidades converteu-se num recurso importante de promoção local." (Peixoto, 1997: 56)
Exemplo 2: Como salienta Costa, "o sindicalismo português internacionalizou-se sob o signo da desconfiança mútua entre as duas centrais sindicais." (1997: 132)
f) Quando se cita um autor a partir do texto de outro autor deve recorrer-se à expressão latina apud ou, em alternativa, à expressão in.
Exemplo: Os novos movimentos sociais no México dos anos 90 "converteram-se em mecanismos de legitimação de novas classes dirigentes." (Carrizo apud Massé, 1998: 46)

Citações curtas e longas

As citações curtas (até 3 linhas) devem ser colocadas no corpo do texto entre aspas.

As citações longas (mais de 3 linhas) devem constituir um parágrafo único, recuado 4 cm em relação às margens esquerda e direita do texto, devendo o espaçamento das linhas ser menor, ou colocado em itálico, podendo ou não estar colocadas entre aspas.

Exemplo:

Citação curta: Segundo Carlos Fortuna, “ainda que paulatinamente, os modos de organização política e social do trabalho foram responsáveis pelo crescimento e democratização do acesso ao turismo” (1995: 13).

Citação longa: Segundo Carlos Fortuna,

“Ainda que paulatinamente, os modos de organização política e social do trabalho foram responsáveis pelo crescimento e democratização do acesso ao turismo, à medida que permitiram o aumento dos tempos livres dos trabalhadores e fomentaram a ideologia das férias.” (1995: 13)

Citações com reticências
Sempre que se omite parte do texto transcrito devem ser usadas reticências.
Omissão no início da citação: Segundo Ruivo (1995: 128) o Estado português tem “... assumido formas reticulares quase imperscrutáveis."
Omissão no meio da citação: Podemos concluir, de acordo com Fortuna (1995: 23) que “O que está em causa (...) é forjar níveis de satisfação antecipada nos consumidores potenciais."
Omissão no fim da citação: “O estilo de vida depende da apropriação individual ...” (McCracken, 1990: 71 a 89).

Baseado no modelo mais atualizado do Sistema de Harvard.
Fonte: http://www4.fe.uc.pt/fontes/citar


Normas da ABNT
Citações e Referências Bibliográficas

                    CITAÇÕES


TIPOS DE CITAÇÕES

Citação Direta
Transcrição textual de parte da obra do autor consultado. Indicar a data e a página.
Ex.:
"Deve-se indicar sempre, com método e precisão, toda documentação que serve de base para a pesquisa, assim como idéias e sugestões alheias inseridas no trabalho." (CERVO; BERVIAN, 1978, p. 97).
Citação Indireta
Texto baseado na obra do autor consultado, consistindo em transcrição não textual da(s) idéia(s) do autor consultado. Indicar apenas a data, não havendo necessidade de indicação da página.
Ex.:
Barras (1979) ressalta que, apesar da importância da arte de escrever para a ciência, inúmeros cientistas não têm recebido treinamento neste sentido.
Citação de Citação
Transcrição direta ou indireta de um texto em que não se teve acesso ao original, ou seja, retirada de fonte citada pelo autor da obra consultada.
Indicar o autor da citação, seguido da data da obra original, a expressão latina "apud", o nome do autor consultado, a data da obra consultada e a página onde consta a citação.
Ex.:
"0 homem é precisamente o que ainda não é. O homem não se define pelo que é, mas pelo que deseja ser." (ORTEGA Y GASSET, 1963, apud SALVADOR, 1977, p. 160).
Segundo Silva (1983 apud ABREU, 1999, p. 3) diz ser [ . . . ]



ASPECTOS
EXEMPLOS

Um autor - citar o sobrenome e o ano. De acordo com Polke (1972), é função do pesquisador conhecer o que os outros realizaram anteriormente, a fim de evitar duplicações, redescobertas ou acusações de plágio.
Dois a três autores - citar os respectivos sobrenomes separados por ponto e vírgula ‘;’, data da obra e página da citação. "Documento é toda base de conhecimento fixado materialmente e suscetível de ser atualizado para consulta, estudo ou prova." (CERVO; BERVIAN, 1978, p. 52).
Mais de três autores - citar o sobrenome do primeiro autor seguido pela expressão ‘et al.’ Quanto ao uso de maiúsculas ao longo do texto, segundo Bastos et al. (1979) é recomendável a adoção das normas provenientes da Academia Brasileira de Letras.
Sem autoria conhecida - citar o título e o ano. Conforme análise feita em Conservacionistas ... (1980) os ecologistas nacionais estão empenhados no tombamento da referida montanha. No diagnóstico das neoplasias utilizou-se a classificação histológica internacional de tumores dos animais domésticos, segundo o Bulletin ... (1974).
Entidade coletiva - citar o nome da instituição e ano. Nas citações subseqüentes, usar apenas a sigla. "O resumo deve ressaltar o objetivo, o método, os resultados e as conclusões do trabalho." (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1978, p. 46).
Um autor e mais de uma obra - citar o sobrenome e os vários anos de publicação, em ordem cronológica. Quando o ano também for o mesmo, acrescentar letras minúsculas ao ano, tanto no texto, quanto nas referências. "A hierarquia de dominância e necessidade dos sexos alelos do loco p(pigmentação) é diferente nos dois sexos." (HALKKA et al., 1973, 1975a, 1975b).



SISTEMA DE CHAMADA

As citações devem ser indicadas no texto utilizando os sistemas de chamada Autor-data ou Numérico. Ao se optar por um sistema de chamada, deve-se adotá-lo até o final, para fins de uniformidade do texto e correlação com as referências em notas de rodapé ou no final do trabalho.
Ex. de Sistema Numérico:
Na citação por números, segundo Rey, "[ . . . ] facilita-se a leitura, faz-se economia de espaço e de trabalho tipográfico."11



CITAÇÕES ATÉ 3 LINHAS

Deve ser inserida no parágrafo entre aspas duplas. Caso existir citação no interior de uma citação entre aspas duplas no texto original, substituí-las por aspas simples. Quando iniciadas com letra maiúscula, as citações devem ser precedidas por dois pontos (:)



CITAÇÕES COM MAIS DE 3 LINHAS

Colocar em parágrafo distinto, a 4cm da margem esquerda, com letra menor que a utilizada no texto e sem aspas.
As citações longas devem ser digitadas em espaço simples, separadas dos parágrafos anterior e posterior por espaço duplo.



OMISSÃO EM CITAÇÃO

As omissões de palavras ou frases nas citações são indicadas pelo uso de elipses
[ . . . ] entre colchetes.



ACRÉSCIMO EM CITAÇÃO

Acréscimos e/ou comentários, quando necessários à compreensão de algo dentro da citação, aparecem entre colchetes [ ].



DESTAQUE EM CITAÇÃO

Para se destacar palavras ou frases em uma citação usa-se o grifo ou negrito ou itálico seguido da expressão grifo meu ou grifo do autor entre colchetes, após a chamada da citação.



TRADUÇÃO EM CITAÇÃO

Quando a citação incluir texto traduzido pelo autor do texto, deve-se incluir a expressão ‘tradução nossa’ entre parênteses, logo após a chamada da citação.



INFORMAÇÃO VERBAL

Quando se tratar de dados obtidos através de informação verbal (palestras, debates, comunicações, etc.), indicar entre parênteses a expressão "informação verbal", mencionando-se os dados disponíveis somente em nota de rodapé.



TRABALHO EM FASE DE ELABORAÇÃO

Quando se tratar de dados obtidos em trabalhos em fase de elaboração, indicar entre parênteses a expressão "em fase de elaboração", mencionando-se os dados disponíveis somente em nota de rodapé.



ABREVIATURAS DE EXPRESSÕES LATINAS

Utiliza-se expressões latinas abreviadas ou não para as subseqüentes citações do mesmo autor e/ou da mesma obra. Devem ser usadas na mesma página ou folha onde aparece a citação a que se referem.
Ex.:
Únicas expressões latinas usadas no texto, no caso do Sistema Autor-Data:
Apud = citado por, conforme, segundo.
Et al. ou et alii = e outros
Algumas expressões latinas usadas somente em notas de rodapé, no caso do Sistema Numérico:
Cf. = confira, confronte.
Ex.: Cf. BERNARDES, 1998.Ibid. ou Ibidem = mesma obra.
Ex.: GADOTTI, 1992, p. 210.
Ibid., 1995, p. 190.Id. ou Idem = mesmo autor; igual a anterior.
Ex.: FREIRE, 1990, p. 7.
Id., 1995, p. 20.Loc. cit. ou loco citato = no lugar citado.
Ex.: CASTRO; GOMES, 1997,
p. 52-57.
CASTRO; GOMES, 1997,
loc. cit.Op. cit ou opus citatum ou opere citato = na obra citada.
Ex.: SANTOS, 1996, p. 42.
SILVA, 1990, p. 20-24.
SANTOS, op. cit., p. 19.
Passim = aqui e ali; em vários trechos ou passagens. Ex.: MORAES, 1991, passim
Et seq. ou sequentia =seguinte ou que se segue.
Ex.: LOCK, 2000, p. 30 et seq.

E.g. ou exempli gratia = por exemplo
Sic = assim.

Outras expressões usadas:
Apud = citado por, conforme, segundo. Pode ser usada no texto e em nota de rodapé.
Et al. ou et alii = e outros



INFORMAÇÕES ADICIONAIS

  • As citações textuais devem ser destacadas com aspas (até 3 linhas) ou graficamente (mais de 3 linhas).
  • Entradas pelo sobrenome do autor, pela instituição responsável e pelo título incluído na sentença devem ser em letras maiúsculas e minúsculas.
  • Entradas pelo sobrenome do autor, pela instituição responsável e pelo título, quando estiverem entre parênteses, devem ser em letras maiúsculas.