segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

COLAGEM 1 - RETRATOS COM RECORTES DE REVISTAS E MATERIAL IMPRESSO


O artista Nova Iorquino Derek Gores conhecido principalmente pelas suas colagens realizadas com material impresso “reciclado” como  revistas, rótulos, classificados e outros materiais para criar obras sobre tela. A série produzida por Gores mostra contrastes entre a beleza viva das imagens e a concepção mecânica e abstrata do design.






Patrick Bremer nasceu em 1982, na Inglaterra. Estudou pintura no Wimbledon College of Art, em Londres, e em 2007 recebeu um prêmio da Royal Society of Portrait Painters por seus retratos.
Nas múltiplas modalidades artísticas praticadas por Bremer (desenho, pintura e colagem), as representações figurativas e os retratos ocupam posição central em sua produção. Feitas com tiras de papel de revistas, jornais, livros e outros materiais impressos, suas colagens chamam a atenção pelas formas recortadas e pelo aguçado senso de composição que revelam.




TRABALHOS DE ALUNOS DE PERÍODOS PASSADOS












PINTANDO COM TESOURAS

Fonte: Pinte! - Curso de pintura dinâmico para qualquer um com o pincel à mão
Sam Piyasena, Beverly Philp, pág. 29

Em seus últimos anos, Henri Matisse (1869-1954) ficou doente e confinado a uma cadeira de rodas. Ele adotou uma nova técnica, a qual chamou de "desenho com tesouras", como forma de adaptação do seu trabalho. Ele pintava grandes folhas de papel usando guache de cores variadas. Depois ele recortava o papel em formas diferentes e formava grandes colagens.


Como ele mesmo disse, esta alternativa lhe deu "uma segunda vida" . Seus recortes abriram um caminho totalmente novo para expressar sua criatividade e têm sido fonte de inspiração para muitos artistas. 

Matisse

Romare Bearden - Mãe e filho
Fonte: Pinte! - Curso de pintura dinâmico para qualquer um com o pincel à mão
Sam Piyasena, Beverly Philp

Agora é sua vez! Utilize folhas de papel pintadas e com pinturas flutuantes para criar sua própria pintura recortada.








MANCHAS PARA A IMAGINAÇÃO FLUIR

"A imaginação não é a faculdade de formar imagens da realidade; é a faculdade de formar imagens que ultrapassam a realidade” (Bachelard, apud Martins, 1998, p. 34)

Este exercício tem como objetivo principal estimular o o universo imaginário no processo criativo para produção de imagens. A mancha será um estímulo externo para o acúmulo de energia interna trabalhar. Ordenamos o que nos parece caótico na mancha e assim nos organizamos internamente.

1.NANQUIM FLUTUANTE

  • Molhe o papel (alta gramatura) com pincel;
  • Pingue nanquim e deixe se espalhar;
  • Deixe secar e depois descubra nas manchas imagens interessantes.







2. NANQUIM SOPRADO
  • Molhe o papel (alta gramatura) com pincel;
  • Pingue nanquim e deixe se espalhar;
  • Com o auxílio de um ou mais canudos sopre as manchas para elas se espalharem;
  • Deixe secar e depois descubra nas manchas imagens interessantes.





JOGOS DO ACASO PARA EXPANSÃO CRIATIVA

No artigo Acaso e experimentação nos processos de criação: aproximações entre a arte moderna eo design contemporâneo - Gisela Belluzzo de Campos e Marco A. F. de Vasconcelos relacionam arte moderna e design contemporâneo em seus procedimentos de criação que levam em conta o acaso.
Nas palavras deles:
"No século XX, diversas vertentes da arte moderna foram marcadas pelo uso deliberado do acaso como recurso e ferramenta para a experimentação e descoberta de novas formas de expressões visuais. Vanguardas históricas como o surrealismo e o dadaísmo primaram pelo experimentalismo no qual o recurso a instrumentos de criação conduzidos pelo acaso foi, senão prioridade, agente importante na pesquisa e produção artística. Os artistas do surrealismo, incentivados e impulsionados pelas pesquisas, então recentes, de Freud, via Andre Breton, usaram o acaso para a prática de poemas, pinturas, desenhos e jogos, com o intuito de acessar o inconsciente, território até então inexplorado de forma voluntária no campo da arte. Também como modo de trazer à tona, liberar e expressar a linguagem do psiquismo do artista e com isso colaborar para a explicitação de uma verdade, até então segundo Breton, oculta, que deveria começar por uma revolução íntima, do sujeito. A surrealidade ou suprarealidade seria a realidade absoluta, atingível por meio dessa fusão entre sonho e realidade e o acaso seria um dos meios para atingir essa fusão. Hans Arp criou colagens e composições “de acordo com as leis do acaso” que fazem supor que “as leis do acaso se confundem com as leis da beleza” o que levou Andre Breton a propor a existência de uma conexão de fato, entre o acaso, ou o que ele prefere chamar de automatismo, e a unidade rítmica (Read, 1960, p. 178-180)."

Esse post vai trazer algumas técnicas utilizadas por alguns artistas dadaísta, surrealistas dentre outros para expansão da sua capacidade criativa. Vamos Jogar?! Que tal deixar-se envolver pelo acaso?! Experimente ser Criativo!

1. JOGO DAS FORMAS






2. JOGO DAS PALAVRAS




3. JOGO DAS IMAGENS



sexta-feira, 3 de julho de 2015

CAFÉ - Material para Arte!

 Você já deve ter ouvido aquela famosa frase que quase toda mãe já disse:
 “para de brincar com a comida, menino(a)“. 
Bem... alguns artistas não obedeceram a mamãe e nos apresentam ótimos trabalhos.



GIULIA BERNADELLI formada na Academic of Fine Arts of Bologna, mostra uma espontaneidade sem igual em seus trabalhos. Ela tem um dom de imaginar o potencial de um material e transformá-la em algo notável. Em vez de criar com tinta  ela usa café. Bernardelli cria obras de arte usando comida como seu meio, a artista italiano pode fazer pinturas incrivelmente detalhadas criadas por acidente enquanto derramando seu café da manhã, retratos, animais e mares. A obra parte de um acidente, onde o acaso tem um potencial arrebatador. Ela não planeja seu trabalho com antecedência, apenas confia em sua intuição. 

"Quando eu tomo café, eu penso nas nuances que poderia criar se o derramasse sobre a mesa”.










domingo, 20 de julho de 2014

O Começo do caminho - Uma viagem ao universo infantil parte 02

Segundo Ostrower, 1978: "O processo vivencial está diretamente ligado ao processo criativo". A criança sem a apresentação de desenhos estereotipados acaba por apresentar uma visão da realidade mais natural, sem o contágio do social.


De acordo com os autores Lowenfeld e Brittain, no livro “O Desenvolvimento da Capacidade Criadora” entre os nove e doze anos, a criança deixa de lado a repetição dos mesmos símbolos. Ela adquire auto-crítica e também consciência do ambiente natural. Passa a se preocupar com proporções e profundidade. Entre os doze e os quatorze anos, alguns jovens já têm o sentimento de serem adultos, mas seus desenhos são apreciados como algo infantil. Isso lhes causa um grande choque.” Assim, a criança se torna muito crítica em relação aos seus trabalhos, devido à pressão que ela sente para que ele se conforme aos padrões adultos de comportamento.

Está aí nosso primeiro bloqueio mental para a expressão criativa: os conceitos estabelecidos.
O primeiro conceito estabelecido erroneamente é que a criatividade não é faculdade de todos e sim de pessoas seletas... As potencialidades e os processos criativos não se restringem, porém, à arte. Em nossa época, as artes são vistas como área privilegiada do fazer humano, onde ao indivíduo parece facultada uma liberdade de ação em amplitude emocional e intelectual inexistente nos outros campos de atividade humana. Não nos parece correta essa visão de criatividade. O criar sópode ser visto num sentido global, como um agir integrado em um viver humano. De fato,criar e viver se interligam. (Fayga Ostrower Rio de Janeiro, setembro de 1976.)
No livro Breakpoint and Beyond: Mastering the Future Today (1992), George Land e sua colega Beth Jarman concluíram que aprendemos a ser não-criativos. O declínio da criatividade não é devido à idade, mas aos bloqueios mentais criados ao longo de nossa vida. A família, a escola e as empresas têm tido sucesso em inibir o pensamento criativo.
Ken Robinson, educador e estudioso sobre criatividade afirma: “O atual sistema educacional mata a criatividade” Veja o TED a seguir.



Para garantir nossa criatividade precisamos da liberdade e da imaginação infantil, mas tem muita gente lendo esse post agora e pensando que é tarde para reaprender. Digo uma coisa, no que depender de mim, não!
Ainda há tempo. Para quem ainda não leu, sugiro a leitura do livro "O Pequeno Príncipe" (http://www.biblioteca.radiobomespirito.com/o_pequeno_principe.pdf), no primeiro capítulo, o autor faz referência à incapacidade do adulto de manter as explicações lógicas  longe do processo criativo, removendo deste a liberdade que lhe é própria.

Capítulo 
I
Certa vez, quando tinha seis anos, vi num livro sobre a Floresta Virgem, "Histórias Vividas", uma imponente gravura. Representava ela uma jibóia que engolia uma fera. Eis a cópia do desenho. 



Dizia o livro: "As jibóias engolem, sem mastigar, a presa inteira. Em seguida, não podem mover-se e dormem os seis meses da digestão."
Refleti muito então sobre as aventuras da selva, e fiz, com lápis de cor, o meu primeiro desenho. Meu desenho número 1 era assim:



Mostrei minha obra prima às pessoas grandes e perguntei se o meu desenho lhes fazia medo. 
Respondera-me: "Por que é que um chapéu faria medo?" 
Meu desenho não representava um chapéu. Representava uma jibóia digerindo um elefante. Desenhei então o interior da jibóia, a fim de que as pessoas grandes pudessem compreender. Elas têm sempre necessidade de explicações. Meu desenho número 2 era assim:



As pessoas grandes aconselharam-me deixar de lado os desenhos de jiboias abertas ou fechadas, e dedicar-me de preferência à geografia, à história, ao cálculo, à gramática. Foi assim que abandonei, aos seis anos, uma esplêndida carreira de pintor. Eu fora desencorajado pelo insucesso do meu desenho número 1 e do meu desenho número 2. As pessoas grandes não compreendem nada sozinhas, e é cansativo, para as crianças, estar toda hora explicando. 

Ao entrar no processo de criação tente deixar as explicações e julgamentos suspensos por um tempo, e dê à sua criação um pouco de liberdade.

Você conseguiria enumerar neste momento 10 coisas que não existem?! Não?! Vamos tentar assim...
Escada até as nuvens, camiseta com gosto de pizza, espelho que muda nossa aparência, luvas mágicas que moldam água do mar, cabelos que crescem até a cintura todas as noites...
Difícil?! Tenta fazer isso em forma de jogo com uma criança. Ela fará facilmente isso...
No próximo post vamos entrar no mundo imaginário. Tomara que esteja preparado.











O Começo do caminho - Uma viagem ao universo infantil parte 01

E se no seu mundo existissem animais que viessem diretamente de sua imaginação?!
Todo mundo, na infância, foi criativo. Algumas pessoas guardam até hoje os rabiscos feitos com lápis de cor de seus filhos como memórias vivas de algo precioso. Quando adultos dizemos que não temos criatividade e é por esse motivo que convido vocês para um retorno à infância.
Lá, quando fazíamos atividades como pintura, recorte, colagem, desenho livre ou dobraduras, estávamos desenvolvendo nossa imaginação e criatividade, além de estarmos nos divertindo muito.
Hoje reconhecemos que a criatividade e a imaginação são ferramentas essenciais para o designer e não sabemos como usá-la ou aproveitá-la de forma ampla e abrangente. 
Então vamos começar uma aventura pelo universo infantil, e nele, encontrar meios para flexibilização dos paradigmas construídos e cristalizados ao longo do tempo.
Antes de começarmos, gostaria de salientar que não é um caminho novo, muitos designers já encontraram inspirações, metodologias de trabalho e um caminho mágico por essa estrada de tijolos amarelos.
A artista Wendy Tsao , de Vancouver, no Canadá, buscou um jeito mais eficaz guardar uma lembrança da infância. Ela cria bonecos a partir de desenhos feitos por crianças. A ideia surgiu há quatro anos, quando seu filho começou a ir à escola. Os professores pediram que ela enviasse um brinquedo preferido que pudesse tranquilizar o guri em momentos de emergência; mas ele não tinha.




Na profissão de designer entendemos que o processo de criação advém de uma demanda. Formalmente começa com a detecção de um problema ou uma questão, depois fazemos uma pesquisa, levantamento de dados, geramos alternativas e o processo se instaura. A criatividade não é parte deste processo, mas é o processo em si. Desde como você olha para o problema, a cada decisão e escolha durante o processo até a solução encontrada.
Wendy Tsao, usou a criatividade quanto resolveu produzir algo que o filho pudesse reconhecer, projetado por ele próprio. 






No Brasil,  o programador Bruno Abdelnur não resistiu aos desenhos de sua sobrinha e decidiu transformar uma tartaruga em bichinho de pelúcia e junto com Jéssica Domingues montaram a Rabisquedo, empresa que transforma qualquer desenho infantil em um brinquedo real.
Partindo da experiência com crianças, desenvolveu também o "brinquedo em branco" que podem ser pintados com canetinhas pelas crianças, estimulando sua criatividade.
Para ampliar os negócios, a Rabisquedo lançou em outubro seu aplicativo para Android, um caderno de desenho em branco. Nele, as crianças podem soltar a imaginação e ainda, com poucos cliques, podem transformar seus desenhos em bichinhos. “Os pais podem usar os desenhos feitos nos tablets ou celulares e enviar para a Rabisquedo através do próprio aplicativo”, explicou Jéssica. 

Informações: http://www.rabisquedo.com.br/

Design e criatividade não só no produto, mas no processo! Embarque nessa viagem e volte a imaginar como criança. Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo processo.